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 Tráfego da Internet no Brasil aumenta com impacto da covid-19 e IX.br passa de 11 Tbps

Tráfego da Internet no Brasil aumenta com impacto da covid-19 e IX.br passa de 11 Tbps

Após alcançar marca histórica em março, ainda sem efeitos da crise do coronavírus (covid-19), o Brasil já começou a sentir o impacto das mudanças provocadas pela pandemia e passou o volume agregado de 11 Tbps, segundo dados desta terça-feira, 12, do ponto de troca de tráfego do Internet Exchange – IX.br (antigo PTT.br).

Embora o consumo tenha mostrado uma curva quase indistinta entre dias de semana e finais de semana, o gráfico do consumo anual mostra um claro crescimento desde o período de quarentena. Os dados do IX.br às 16h desta terça-feira mostram que houve um volume de 11,04 Tbps passando pelo ponto de troca de tráfego.

Desse total, 8,10 Tbps foram no PTT de São Paulo, o principal do País. "A quarentena resultou em um crescente número de videoconferências, além de uma maior demanda da rede para a prestação dos mais diversos tipos de serviços, desde os de entrega (delivery), de entretenimento (streaming de filmes), de comércio eletrônico, serviços públicos, ensino e informação, acarretando um maior tráfego Internet. Esse incremento pode ser visto nas curvas do IX.br (Brasil Internet Exchange), cujo pico diário de tráfego Internet passou de 11 Tb/s", explicou em comunicado o diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br, Milton Kaoru Kashiwakura. Confira o gráfico de evolução anual abaixo. Nota-se que há um aumento atípico em meados de março – justamente quando as medidas de quarentena começaram a ser implantadas. Trafego-Anual-IXbr Qualidade

Segundo relatório do Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações (Ceptro.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), os efeitos da pandemia "não refletem, até o momento, degradação importante da qualidade da Internet no Brasil". Os dados usam parâmetros monitorados pelo Sistema de Medição de Tráfego (SIMET), divulgados no site do Ceptro.br semanalmente. O relatório (baixe aqui) coloca que houve queda na velocidade de download na Internet brasileira a partir do dia 18 de março, chegando a 10 Mbps de diferença em 23 do mesmo mês. A latência também foi maior, com 4 milissegundos a mais do que no período anterior à pandemia.

O Ceptro.br também diz ter havido perda de pacotes. Porém, a entidade pontua que não houve problema sistêmico na rede. Com a medida preventiva de OTTs para atenuar o volume de tráfego, tanto o download como a latência apresentaram melhoras após o dia 25 de março. Segundo as informações do Ceptro.br, não houve padrão nas oscilações em diferentes regiões, sendo que os estados do Ceará, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal, não apresentaram mudança de padrão para nenhuma métrica. Mas a Bahia apresentou aumento da latência, assim como o Rio Grande do Sul, especificamente em Porto Alegre. Por outro lado, a capital São Paulo teve aumento nas velocidades de download e upload durante a pandemia.

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